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Não tínhamos nada em mente para fazer no final de semana, havíamos nos reunido duas vezes para decidir o que fazer, foi no meio de uma conversa que o Diego indagou: "Mas Schuster e aquela ravina que fica em frente à via da Vizinha". Então Schuster franze a testa e diz: "Pois é tchê, tem a ravina dos Manara!". Como a maioria do grupo não fizera este rapel ainda, decidimos como certo, vamos descer a segunda ravina dos Manara.
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Diego descendo a primeira cascata |
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Schuster descendo a primeira cascata |
Com isso no sábado pela manhã rumamos com destino à Pinto Bandeira, chegamos lá por voltas das 10 horas da manhã, nos paramentamos perto da via e iniciamos a descida. Bem a ravina começa bem perto da casa dos donos das terras, após a casa, distante uns 100 metros já nos deparamos com a primeira cascata, esta bem fácil e toda neutra com aproximadamente 15 metros. Como não chovia na região há algum tempo o arroio estava bem fraco, com pouca água, e com isso na cascata a águas apenas escorria pela parede. Cascata sem problemas e ótima para dar uma esquentada, após continuamos o curso do arroio para encontrar as outras. Os filhos dos donos da terra, por conhecer bem a região iam nos acompanhando o tempo todo, por uma trilha que desces todas as cascatas pelo mato. Fiquei indignado, pois fazer rapel cheio de equipamento e cordas onde quando a gente ia descer escutava uma voz lá de baixo: "A corda chegou!". Pronto era os guris em baixo da cascata primeiro que nós!!!! Bem brincadeira a parte, os guris nos acompanharam até a terceira cascata, pois já estava perto da hora de almoçar e voltaram para os pais não ficarem preocupados.
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Foto do pessoal preparando a segurança e passando a corda para o segunda etapa da cascata |
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Vista da base da cascata. |
A segunda cascata já era um pouco maior, com cerca de 40 metros de altura (contando tudo), foi feita em duas etapas. Como levamos duas cordas 20 metros (for ladies) e mais duas cordas de 40 metros (for strong men), resolvemos fazer a primeira etapa com as cordas de 20 metros, que acabaram bem na parte neutra da cascata, com isso foi passado as cordas de 40 metros para realizar a descida da segunda etapa, esta com uns 25 metros neutros e outros 5 metros negativo, onde havia uma pequena caverna em baixo da cascata. Uma cascata muito bonita, apesar de pequena as duas etapas de descida deram um pequena, mais pequena mesmo, aumentada no grau de descida. A primeira etapa foi fácil, bem positiva, já a segunda etapa o rapel tinha que ser montando bem na borda (é claro que para isso antes de desmontar o rapel foi feita uma segurança em uma árvore para que os praticantes não ficassem "livre" para despencar lá de cima). Todos desceram bem sendo que o Diego desceu primeiro, depois a Géssica, Gomercindo, Melissa e Schuster. Logo apos a descida tinha algo tentando nos "matar" então pensamos, vamos "matar" o que esta tentando nos "matar", e paramos para fazer nosso famoso lanche de sanduíche natural com suco de uva, nem parece rapel e sim pique-nique!
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O pessoal todo feliz depois da parada |
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Foto da terceira cascata |
Depois do lanche caminhamos uns 250 metros para achar a terceira cascata, que é a maior da ravina, com seus 40 metros (da borda até a base) fez com que a corda de 40 metros ficasse do tamanho exato da mesma, sem sobrar e nem faltar um centímetro! A cascata é fácil onde a primeira parte é neutra, logo após vem uma pequena caverna e depois mais um pouco neutra. Cascata muito boa de ser feita, as árvores que nasceram bem na borda ajudaram bastante. A ancoragem foi feita no lado esquerdo em uma árvore que nasceu "deitada", ou seja, em direção de saída da cascata, com isso para montar o rapel tinha que fazer uma manobra bem chata, onde tínhamos que ficar dependurado na segurança (segurança montada em uma árvore acima, cerca de 1 metro) enquanto se montava o rapel, o problema que onde apoiávamos os pés escorregava muito, para não cair (não cair da cascata e sim apenas ficar dependurado pela segurança) tínhamos que se segurar com uma das mãos na árvore e a outra tentar montar o rapel. Apesar da dificuldade de montar o rapel todos desceram muito bem, sem problema algum.
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Diego atirando a corda que não ia chegar ao fim |
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O pessoal no fim da última cascata |
Chegando na quarta e última cascata, realizamos uma avaliação e vimos que tinha que ser com a corda de 40 metros dobrada, pois a cascata tinha um rampão de uns 15 metros e mais uma descida de uns 10 metros, porem apesar de todos falarem um dos integrantes teimou (não foi o Schuster) que a corda de 20 dobrada ia dar, então o Diego passou a corda de 20 e disse: "Desce!" dai o praticante no borda da descida da cascata disse: "Poxa, a corda não deu!". Com isso todos pensaram: "Agora toma um red-bull e desce o resto voando!". Brincadeira, pedimos para o praticante fazer uma segurança na árvore para desmontar o rapel, com isso puxamos a corda de 20 até o Diego e realizamos uma ancoragem fixa na cadeirinha dele (sim ele estava com uma segurança montada em uma boa, mais bota boa, árvore), com isso a corda chegou la em baixo e todos desceram por esta corda, quando foi a vez do Diego ele passou a corda de 40 na árvore, puxou a de 20 e desceu pela de 40.
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Schuster posando para foto no início da estrada que leva à base |
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Detalhe da subida de volta |
Tudo sem problemas e com isso chegava ao fim da ravina, caminhando mais um pouco (cerca de 200 metros) já avistamos a estrada antiga que leva de volta a base. Bem a volta compreende um baita subida, tomamos o maior suador para chegar la em cima, nossa sorte é que na passada achamos duas árvores carregadas de lima, bem doce por sinal, e mais uma árvore de bergamota.
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Vista da última cascata da via da vizinha |
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Vista da cascata salto escondido |
OBS: durante a subida dá para ver a ravina via da vizinha e também da para ver perfeitamente a cachoeira salto escondido, que por sinal é uma baita cachoeira, que segundo o Schuster, que já desceu algumas vezes, tem 100 metros de altura. Bem esta marcado um dia voltar para fazer o salto escondido.
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