Schuster Adventures

Indiada na certa!

Cânionismo - cascatas de Mato Perso - Farroupilha, Mato Perso, RS

Descida das cascatas de Mato Perso, sendo sete cascatas com a maior de 50 metros (exatamente)

Aventura realizada em 23 de janeiro de 2010 por: Schuster, Gomercindo, Melissa, Diego, Géssica e Olga. Com Kika no apoio

Relato completo Informações técnicas Album de fotos

Há tempos conversamos sobre a cascata de Mato Perso, onde uma vez achamos uma foto do google earth desta cascata, porem olhando o terreno no google maps e a foto do satélite, este rapel não parecia muito bom. Porem tudo mudou quando publicaram uma nova foto da cascata de Mato Perso. Esta foto esta sobre outra perspectiva, mostrando não só uma cascata e sim uma sequência de cascatas, muito bonita e com uma cascata aparentemente alta.

Como foi feito um estudo através dos mapas de terreno da região a cascata maior poderia ter cerca de 50 metros (sendo 20 metros de erro tanto para cima como para baixo) sendo então no máximo de 70 metros e no mínimo 30 metros.

O grupo que fez o rapel. Da esquerda para a direita com Diego, Géssica, Schuster, Kika, Melissa, Gomercindo e Olga
O arroio que da origem há via de cascatas é bem limpo

Saímos no sábado pela manhã em direção ao distrito de Farroupilha, Mato Perso. O arroio da cascata se forma na parte de cima do morro e desaguá no arroio Tega, bem de arroio não tem nada, é um "esgotão" a céu aberto muito poluído, uma pena pois a região é muito bonita, com paredões de pedra, o problema mesmo é o arroio. Como o arroio da cascata vinha de cima do morro parecia ser de águas límpidas, bem chegando ao local conhecemos os donos da terra, que por sinal muito simpáticos e acolhedores, seu José conhecia bem a região e as cascatas. Ele foi nosso guia para achar as primeiras cascatas, bem como fez um baita favor de nos buscar lá em baixo depois.

Olga fazendo seu primeiro rapel
O grupo todo na base da primeira cascata da via

Bem esse dia foi de estreia de novos integrantes do grupo, a dona Olga, a convite das filhas, resolveu tentar e fazer o rapel com o grupo. José nos explicou bem as cascatas, sendo a primeira bem ao lado de sua casa, esta cascata tem por volta de 10 metros de altura, muito fácil, porem para dona Olga foi a primeira lição de rapel.

Bem então para descer primeiro, escolhemos integrantes do grupo que já tenham experiencia, isso para lá em baixo fazer a segurança, o Diego e o Gomercindo se candidataram, porem Schuster não gostou da ideia, afinal, o Diego e o Gomercindo, são genros da dona Olga e o Schuster achou melhor outra pessoa fazer a segurança lá em baixo rá!! To brincando, o primeiro a descer foi o Gomercindo e depois a Melissa, que ia ficar responsável pela filmagem, com isso Schuster deu o curso super-hiper-prático e rápido de rapel, afinal a única instrução teórica que foi passada: NUNCA LARGA A MÃO DIREITA DA CORDA!. E pronto, dona Olga até que desceu muito bem para o primeiro rapel.

Seu José chegava primeiro que nós nas cascatas. Este é o poço com 6 metros de profundidade.
Cascata do poço de 6 metros de profundidade

Seu José desceu por uma trilha que acompanha as cascatas e nos avisou que a próxima cascata tem um poço de 6 metros de profundidade, e que após o poço já se forma uma outra cascata de 20 metros. Bem como a maioria do grupo nada como uma pedra e nenhum levou colete salva-vidas resolvemos descer a cascata do poço (com 6 metros de altura) pela lateral, com isso chegando diretamente na cascata de 20 metros.

Como seu José estava nos acompanhando, (sem fazer rapel), resolvemos ancorar a corda em uma velha bomba de água (que antigamente tirava água do poço de 6 metros de profundidade), que estava chumbada na rocha. Com isso depois que todos desceram seu José soltou a corda.

Olga descendo a cascata de 20 metros
Schuster descendo a bela cascata de 20 metros

Todos desceram bem, inclusive a dona Olga, porem seu José avisou, que depois desta cascata não tinha mais como voltar pela trilha e que a próxima cascata era a grande, que o mesmo afirmava dizer que tinha cerca de 70 metros.

Ao chegar na cascata grande um pouco antes havia uma outra pequena de uns 8 metros e depois de descer esta, foi avaliada a cascata grande. Foi visto que a mesma não tinha os 70 metros, no máximo uns 50 metros, o problema era a ancoragem da corda, pois no local não havia árvores e também não levamos parabolt e furadeira para as chapeletas. Como a cascata não era tão grande assim e tínhamos levado duas cordas de 80 metros, ancoramos em uma árvore distante uns 15 metros do início da cascata, o problema todo ia ser puxar a corda!.

Schuster descendo a cascata que da acesso a de 50
Melissa descendo a cascata de 50 metros

Durante a ancoragem da corda desabou o maior temporal e o Schuster ficou apreensivo se o volume de água da cascata ia aumentar muito. Depois de mais ou menos 15 minutos de chuva o arroio esta com um fluxo de água grande, bem mais de como estava no início, porem nada preocupante. O primeiro a descer foi o Schuster e logo em seguida a Géssica, Gomercindo, Olga, Melissa e por último o Diego. A descida era muito boa, bem limpa e com água na cabeça, a chegada dava em um poço raso.

O pessoal desenrolando a corda para puxar
Pose para foto do pessoal

A puxada de corda foi muito fácil, superando as expectativas do mais positivista do grupo. Depois seguimos o arroio por mais alguns metros e paramos para almoçar, o arroio era uma barbada de caminhar, afinal o mesmo não tem pedras soltas, sendo um lageadão. Depois de caminhar um pouco sentimos o fedor que vinha do Tega, sinal que nosso arroio já estava no final, porem antes de tudo acabar, veio o bônus final. Uma cascata pequena que nem necessitava de rapel para descer, vamos contar do início.

Schuster descendo a cascata do tobogã de rapel
Schuster descendo a cascata do tobogã de tobogã

Quando chegamos nesta cascata, já avistamos o seu José em baixo nos esperando e também o esgoto (Tega), esta cascata não termina dentro do Tega, na verdade há mais uma cascata após esta, de aproximadamente 15 metros, e essa sim termina à poucos metros do Tega. Passamos a corda em uma árvore e o Gomercindo resolveu descer por primeiro. Bem o Diego estava meio impaciente e resolveu descer a cascata de uma maneira mais radical. Esta cascata tem um lado bem positivo, que olhando bem dava para fazer um tobogã. Depois que o Gomercindo e a Géssica desceram (de rapel), o Diego pediu para a Géssica segurar ele lá em baixo, pois tinha medo de seguir descendo ate a cascata de 15 metros (essa sim neutra e uma queda de 15 metros da para se quebrar todo) e o pior de tudo CAIR DENTRO DO TEGA!!!!!. O tobogã não foi muito radical, afinal era bem positivo, porem muito divertido, e depois que o Diego fez, todos resolveram subir a cascata e descer de tobogã.

Gomercindo e ao fundo o esgoto e a represa
O pessoal de banho tomado degustando a carne e a cachaça

A saída foi fácil, pois termina em uma usina hidro-elétrica (de propriedade particular, e segundo seu José o dono não deixa ninguém chegar dentro da propriedade, porem o dono não estava), com isso a estrada chega a poucos metros da cascata do tobogã. O retorno foi na camioneta do seu José.

Quando chegamos lá em cima seu José nos serviu com picado de carne e uma cachaça da boa, feita em um alambique da região, melhor final para uma via de cascatas desacreditadas, porem muito boa e divertida. No final dona Olga adorou o rapel, mais não quer repetir tão cedo!

Sequência de fotos da descida da cascata de 20 metros, onde na foto à direita esta todo o pessoal
Descida da Géssica, Olga e Gomercindo da cascata de 50 metros. Dona Olga disse que nessa sentiu medo
Detalhe da base da cascata de 50 metros e do lageadão que era o arroio
Parada para o almoço, perto da cascata do tobogã e Géssica iniciando a descida da cascata do tobogã de rapel